Calvície e COVID, existe alguma relação?

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Meus cabelos estão ficando ralos, será que vou ficar careca?

Esta é uma dúvida que, frequentemente preocupa homens e mulheres, de idades variadas. Segundo a Dra. Lorena Dourado Alves, dermatologista, com Título de especialista, pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e com Formação em Tricologia (ciência que estuda o cabelo), pela Faculdade de Medicina do ABC e pela USP, a Alopécia Androgenética, também conhecida como calvície, é uma doença em que existe, na maioria dos casos, uma predisposição genética, ainda não completamente definida.

A calvície, pode acometer homens e mulheres, em graus variados de gravidade. Seus sintomas geralmente começam a se manifestar na adolescência, mas podem surgir em pessoas mais velhas. No início, por ação hormonal, os cabelos ficam progressivamente mais finos, dando a sensação de cabelos ralos, depois, começam a cair e param de nascer naquele local. Caso se faça o diagnóstico precoce e se inicie o tratamento adequado conseguimos, na maioria dos casos, amenizar a progressão da doença, explica a Dra. Lorena Dourado.

Para seu diagnóstico, podemos lançar mão além do exame físico, feito por um dermatologista, de exames como:

  • O tricograma: no qual avaliamos as raízes dos cabelos, e que determina a porcentagem de fios em processo de queda e de fios afinados.
  • Dermatoscopia: manual ou
  • Fototricograma: utilizando o programa Trichoscan® que, de acordo com a Dra. Lorena “faz uma contagem computadorizada dos tipos de fios presentes em determinada área do couro cabeludo sendo um método que auxilia no diagnóstico e acompanhamento da alopecia androgenética e, é uma ferramenta que não substitui, mas complementa o tricograma  e em poucos casos de biópsia.
  • Também são feitos exames laboratoriais: que excluem ou evidenciam deficiências vitamínicas, anemias e outras doenças que podem causar a queda de cabelo.

Segundo a Dra. Lorena Dourado, a pessoa que apresenta a calvície quando passa por alguma queda de cabelo mais intensa, como por exemplo, a queda do pós COVID, pode ter uma recuperação incompleta do volume do cabelo, agravando o seu quadro capilar.

E, em algumas pessoas que ainda não apresentavam nenhum sinal de calvície, mas que tinham uma predisposição genética para desenvolver a doença, após apresentarem uma queda de cabelo intensa como pode ser a queda do pós COVID, existe a possibilidade de, iniciar as manifestações da alopecia androgenética e apresentarem uma recuperação incompleta do nascimento do seu cabelo.

Caso apresente sinal de calvicie, o que fazer?

Se você apresenta sinais de afinamento ou queda de cabelo, é importante procurar um dermatologista com Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia para que ele faça uma avaliação clínica e inicie o tratamento adequado e necessário para cada caso. “O mais importante é procurar seu dermatologista se você perceber que seus cabelos estão caindo ou passando por alterações de volume ou afinamento, para que ele faça sua avaliação e inicie, se necessário, seu tratamento de maneira precoce.

Dessa forma poderemos, na maioria dos casos, evitar a progressão da calvície, mantendo seus cabelos saudáveis por mais tempo!”, conclui a Dra. Lorena Dourado.

Mas essa não é a única associação que estão observando entre a calvície e o COVID. Foi encontrada uma associação entre a maneira que o vírus entra nas células pulmonares com os receptores androgênicos. E já existem alguns trabalhos, que sugerem que os homens que apresentam calvície parecem evoluir com um quadro mais grave de COVID.

Além disso, existem também alguns trabalhos que observaram que os homens calvos em tratamento com alguns tipos específicos de medicamentos para tratamento da calvície, parecem evoluir com quadros mais leves da doença. Baseando-se nessas observações, alguns pesquisadores estão tentando encontrar algum medicamento que possa ajudar no tratamento da infecção pelo Corona Vírus, explica a Dra. Lorena Dourado.

 

Por: Dra. Lorena Dourado
Dermatologia
CRM/GO: 11663 | RQE: 7207

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